BrooklynVegan deve encerrar atividades após demissão em massa da redação

Marca do site BrooklynVegan

O site BrooklynVegan, uma das publicações musicais mais antigas da internet, deve encerrar as atividades após demissões em massa em sua redação. A empresa controladora Veeps dispensou praticamente toda a equipe editorial do veículo nova-iorquino, além das redações das publicações irmãs Alternative Press, Revolver e Goldmine, segundo a revista Pitchfork.

De acordo com a reportagem, os funcionários remanescentes foram informados de que as publicações deixarão de operar depois dos cortes.

De blog a referência

Fundado por Dave Levine em 2004, o BrooklynVegan começou como um blog que cobria ao mesmo tempo a cena independente de Nova York e o universo da comida vegana. Com o tempo, virou uma das publicações musicais de maior longevidade na web, com notícias, resenhas e entrevistas.

O site ficou conhecido principalmente pela cobertura ao vivo, por estreias de álbuns e por anúncios de turnê nos circuitos de indie rock, punk, hardcore, metal e música alternativa. Chegou a manter versões regionais, como BV Chicago e BV Austin, comprou a publicação de metal Invisible Oranges em 2013 e desenvolveu uma operação de comércio eletrônico com vinis exclusivos, produtos e itens de colecionador.

Trocas de dono

O BrooklynVegan passou a integrar a Townsquare Media em 2015 e foi adquirido pelo Project M Group em 2021, antes de chegar ao controle atual. A sequência de mudanças societárias acompanha um padrão comum no jornalismo musical da última década, com veículos independentes sendo absorvidos por grupos maiores e depois submetidos a reestruturações.

O caso se soma a uma série de fechamentos e cortes em publicações especializadas em música nos últimos anos, pressionadas pela queda da receita de publicidade digital e pela mudança nos hábitos de consumo de notícias, hoje mais concentrados em plataformas de vídeo e redes sociais.

Para artistas independentes, o efeito prático é a redução dos espaços de cobertura crítica e de divulgação fora dos canais pagos, algo que também se observa no mercado brasileiro. A cobertura de shows locais e de lançamentos de selos pequenos costuma ser a primeira a desaparecer quando redações encolhem.

Fonte: Resident Advisor


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