
O serviço de streaming TIDAL anunciou uma nova política para músicas geradas por inteligência artificial: a partir de meados de julho, obras identificadas como 100% criadas por IA não gerarão royalties na plataforma. A medida coloca o TIDAL como o serviço mais rígido do setor nessa questão, diferenciando-se de concorrentes como Spotify e Apple Music, que até agora focam principalmente na rotulagem do conteúdo.
A política, publicada em 29 de junho, define música gerada por IA como conteúdo “total ou substancialmente criado” por sistemas de IA generativa. O TIDAL afirma que continuará aceitando esse tipo de conteúdo, mas com exigências mais rígidas de integridade em comparação com lançamentos feitos por humanos.
A partir de meados de julho, os ouvintes verão um ícone identificando músicas que a plataforma determinou serem 100% geradas por IA. A empresa planeja expandir o sistema de rotulagem para obras “substancialmente geradas por IA” à medida que a tecnologia de detecção avançar. Distribuidoras também serão obrigadas a identificar conteúdo de IA antes de enviarem ao serviço.
O TIDAL declarou que não pagará, com conhecimento, royalties por músicas identificadas como 100% geradas por IA, argumentando que sua prioridade é garantir que os royalties sejam destinados a obras “diretamente produzidas, escritas e interpretadas por pessoas”. A política também se aplica ao TIDAL Upload, a ferramenta de distribuição independente da plataforma.
Fonte: Resident Advisor
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