
Nascida em Goiânia, Laura Solar vive hoje um momento que parece difícil de acreditar. Depois de anos mergulhando na estética europeia do house, a artista brasileira foi convidada diretamente por Prunk para tocar em dois eventos ligados à PIV: um no Thuishaven, em Amsterdã, e outro na Cova Santa, em Ibiza, com os custos de viagem pagos por ele.
A relação da Laura com a música ajuda a entender por que essa conquista carrega tanto significado. “A música me tirou do modo automático de viver e enxergar as coisas. Você aprende a ouvir mais, sentir mais e perceber nuances da vida que sem ela passam despercebidas”, diz ela. Ao longo dos últimos anos, Laura passou por diferentes vertentes até encontrar no universo da PIV um tipo de som que parecia traduzir exatamente aquilo que ela procurava artisticamente. O primeiro contato veio através de In Your Arms, do Artmann, em 2020. “Assim que escutei o som da PIV, a pupila dilatou, e eu nunca mais quis saber de nenhum outro estilo”, conta.
Enquanto desenvolvia sua identidade artística, Laura conciliava produção musical com um trabalho tradicional para conseguir pagar as contas. Depois de anos acompanhando a label como fã, ela começou a se aproximar naturalmente de Prunk, trocando mensagens e compartilhando demos do próprio trabalho. “Eu pensava que, para ser aceita na PIV, demoraria pelo menos uns 5, 10 anos”, relembra. Meses depois, veio o convite oficial para tocar nos dois eventos.
Ela toca dia 5 de julho no Thuishaven, em Amsterdã, e dia 8 de setembro na Cova Santa, em Ibiza. “Pessoalmente é como entrar em um conto de fadas. A PIV, a Europa, existiam pra mim quase como um universo paralelo”, conta Laura. A partir de agora, ela deixa de ocupar apenas o lugar de fã para começar a fazer parte do universo da label de maneira concreta.
Fonte: Alataj
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