mulheres no techno

Tunegirl: a história de quem estreou no Awakenings aos 63 anos tocando techno modular

By Cultura

Em 17 de maio de 2026, Andrea Gill, conhecida como Tunegirl, se apresentou no Awakenings Upclose em Amsterdam. Ela tem 63 anos e ainda tem um emprego regular. No palco também estiveram Colin Benders, Dasha Rush, Rødhåd e Luke Slater.

Gill é uma artista de sintetizadores modulares de Melle, na Alemanha. Seus sets rodam inteiramente em hardware — um sistema Eurorack de 188 módulos, sem laptop, sem sequências pré-arranjadas. Cada performance é improvisada em tempo real.

Ela voltou à música em 2009 depois de dez anos focada na família, inicialmente usando software antes de migrar para o modular. Sem experiência prévia em síntese modular, ela comprou um case Eurorack, passou um ano em estudo autodidata e construiu seu primeiro sintetizador funcional.

Em maio de 2026, ela também encerrou o Superbooth 26 ao lado de Colin Benders. Agora está com agenda lotada: Paradise City em junho, o festival principal Awakenings em julho e o Awakenings Monegros na Espanha.

"A música eletrônica tem uma tendência estabelecida de tratar a juventude como pré-requisito", observa o perfil. "A Tunegirl é um contraexemplo simples."

Fonte: We Rave You

Deborah De Luca denuncia o sexismo na cena de música eletrônica

By Cultura

Deborah De Luca denunciou o sexismo ainda presente na cena eletrônica contra DJs mulheres. A estrela italiana do techno usou seu Instagram nesta semana para compartilhar um desabafo direto sobre os comentários que ela e suas colegas enfrentam sobre roupas, imagem e profissionalismo.

“Homens que ficam sem camisa durante seus sets são ótimos, mas uma mulher que não usa camiseta, mas ‘ousa’ usar algo mais decotado ou feminino, é atacada com comentários sobre sua falta de profissionalismo”, escreveu ela.

Deborah listou as ofensas que mulheres ouvem regularmente: “DJ falsa”, “DJ de USB”, “você é modelo ou DJ?”, “você é dançarina ou DJ?”, e até “DJ do OnlyFans”. O post rapidamente gerou grande repercussão na comunidade techno, com Sara Landry e Charlotte de Witte também expressando apoio.

Ela apontou o duplo padrão de gênero no cerne da questão: “Nenhum desses comentários aparece nos perfis de homens que ficam sem camisa durante seus sets. Por quê?” Deborah ainda destacou que a crítica às vezes vem de outras mulheres também.

Fonte: We Rave You