Feminismo

IMS: DJs mulheres representam apenas 15% dos usuários de equipamentos AlphaTheta

By Indústria/Mercado

Um novo relatório apresentado no International Music Summit (IMS) revela que DJs mulheres representam apenas 15% dos usuários registrados da AlphaTheta, empresa controladora da Pioneer DJ. Os dados, publicados no IMS Electronic Music Business Report 2026, indicam que esse número representa aumento de 2% em relação a 2023, quando o índice era de 13%.

O relatório — que não considera DJs não-binários ou de gênero não conforme — foi elaborado pela MIDiA Research e utiliza dados de contas da AlphaTheta para evidenciar a disparidade de gênero na cena. “DJs mulheres ocupam cada vez mais espaços de headliner, mas ainda há um longo caminho pela frente para a base mais ampla de DJs. A AlphaTheta demonstra que as mulheres aumentam sua participação a cada ano, mas o ritmo de mudança ainda é lento. A indústria precisa fazer mais para reverter décadas de comportamentos e vieses enraizados”, escreveu Mark Mulligan, autor do relatório.

A questão da diversidade de gênero nos line-ups de clubes e festivais no Reino Unido continua a inspirar ação. O coletivo NOT BAD FOR A GIRL (NBFG) publicou uma carta aberta no início de 2026 condenando a queda na diversidade de gênero nos line-ups deste ano, após pesquisa que revelou que os bookings de um grande festival britânico eram compostos por 80% de artistas homens.

A AlphaTheta lançou seu podcast Equal Beats em 2025, com o objetivo de celebrar “as mulheres e pessoas não-binárias que impulsionam a música eletrônica”. O podcast já contou com a participação de Sama’ Abdulhadi, Lady Shaka e outros artistas. Paralelamente, um relatório da GRAMMY sobre o período 2017-2026 revelou que mulheres representaram aproximadamente 1 em cada 5 indicações e vitórias na premiação.

Fonte: DJ Mag

Deborah De Luca denuncia o sexismo na cena de música eletrônica

By Cultura

Deborah De Luca denunciou o sexismo ainda presente na cena eletrônica contra DJs mulheres. A estrela italiana do techno usou seu Instagram nesta semana para compartilhar um desabafo direto sobre os comentários que ela e suas colegas enfrentam sobre roupas, imagem e profissionalismo.

“Homens que ficam sem camisa durante seus sets são ótimos, mas uma mulher que não usa camiseta, mas ‘ousa’ usar algo mais decotado ou feminino, é atacada com comentários sobre sua falta de profissionalismo”, escreveu ela.

Deborah listou as ofensas que mulheres ouvem regularmente: “DJ falsa”, “DJ de USB”, “você é modelo ou DJ?”, “você é dançarina ou DJ?”, e até “DJ do OnlyFans”. O post rapidamente gerou grande repercussão na comunidade techno, com Sara Landry e Charlotte de Witte também expressando apoio.

Ela apontou o duplo padrão de gênero no cerne da questão: “Nenhum desses comentários aparece nos perfis de homens que ficam sem camisa durante seus sets. Por quê?” Deborah ainda destacou que a crítica às vezes vem de outras mulheres também.

Fonte: We Rave You