
A música eletrônica é o gênero que mais cresce nos Estados Unidos em 2026, segundo o relatório de meio de ano da Luminate, empresa de dados que abastece as principais paradas do mercado americano. O levantamento aponta que a dance music superou todos os demais gêneros em ritmo de crescimento no primeiro semestre.
O dado não significa liderança absoluta em volume. R&B e hip hop seguem dominando o consumo geral nos Estados Unidos e respondem por uma em cada quatro reproduções online. A eletrônica, porém, foi a que mais avançou em comparação com o mesmo período do ano anterior.
Quem puxa a alta
Entre os nomes apontados como motores desse crescimento estão John Summit e Disco Lines, dois artistas que consolidaram audiência massiva fora do circuito tradicional de clubes. O relatório identifica ainda uma retomada nas reproduções de lançamentos eletrônicos do período entre 2015 e 2017, movimento que a Luminate associa a uma tendência mais ampla de nostalgia e redescoberta de catálogo em todo o mercado.
O consumo de áudio sob demanda cresceu 4,8% em relação ao primeiro semestre de 2025. Artistas norte-americanos continuam predominando nas plataformas, mas a música em espanhol respondeu por quase uma em cada dez reproduções, e a audiência mensal casual de música latina chegou a 54% no primeiro trimestre de 2026. Artistas britânicos ampliaram sua fatia de mercado para 7,8%.
Físico em alta, com CD na frente
No formato físico, o vinil manteve crescimento, mas modesto: alta de 2,4%. O CD teve desempenho bem superior, com salto de 16% em 12 meses e 16,3 milhões de unidades vendidas entre janeiro e junho.
“Estamos testemunhando um realinhamento estrutural em idioma e fronteiras, demonstrando que o sucesso musical mainstream não está mais ancorado em um único mercado”, afirmou Jaime Marconette, vice-presidente de Insights Musicais e Relações com a Indústria da Luminate.
O executivo destacou que o streaming em inglês nos Estados Unidos caiu para 87,1%, mínimo histórico, enquanto o consumo em espanhol subiu.
O relatório se soma a outro indicador divulgado neste ano: o IMS Business Report apontou que a indústria global de música eletrônica atingiu valor recorde de 15,1 bilhões de dólares. Para o mercado brasileiro, esses números ajudam a explicar o aumento de investimento internacional em festivais e turnês na região, movimento visível nos anúncios de novas arenas e edições locais de marcas estrangeiras.
Fonte: DJ Mag
Descubra mais sobre RadioDJ
Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.








