Suno

Estudo revela que ‘artistas’ de inteligência artificial já faturaram milhões em streaming

By Digital/Tecnologia

Um novo levantamento da plataforma de criação de conteúdo Kapwing estima que os maiores projetos musicais gerados por inteligência artificial já somam mais de US$ 6,1 milhões em receita a partir de cerca de 2,3 bilhões de streams e visualizações combinadas no Spotify e no YouTube.

Segundo o estudo, o projeto de blues ‘anos 1950’ Enlly Blue lidera o Spotify, com cerca de US$ 380,8 mil estimados a partir de 95,2 milhões de streams, enquanto o canal Cherry 葵 Nightcore lidera o YouTube, com aproximadamente US$ 2 milhões vindos de 941 milhões de visualizações. O projeto de synth-rock Masters of Prophecy, gerado pela Suno, tem o maior alcance combinado entre plataformas.

O relatório também aponta que, em julho, a Deezer registrou que faixas geradas por IA representaram mais de 50% dos uploads diários da plataforma em seu pico do mês — cerca de 90 mil faixas por dia —, embora ainda respondam por apenas 1% a 3% da escuta real. Um estudo do CISAC e da PMP Strategy estima que a indústria pode perder até US$ 4,6 bilhões em receita anual de artistas para música gerada por IA até 2028.

Diante do avanço do tema, plataformas como a Tidal já deixaram de pagar royalties a faixas totalmente geradas por IA, enquanto uma coalizão que inclui RIAA e Grammy propôs um sistema padronizado de rotulagem e divulgação para diferenciar gravações feitas, assistidas ou totalmente geradas por inteligência artificial.

Fonte: EDM.com

Sony Music processa a Udio novamente e alega cópia ilegal de mais de 30 mil gravações para treinar IA

By Digital/Tecnologia, Indústria/Mercado

A Sony Music entrou com uma nova ação judicial contra a startup de música por inteligência artificial Udio, desta vez alegando a violação de mais de 30 mil gravações usadas para treinar seus modelos, segundo o Music Business Worldwide.

O processo é um desdobramento da ação movida em junho de 2024 por Sony Music, Universal Music e Warner Music, que acusava a empresa de ter usado milhares de gravações protegidas por direitos autorais para treinar as ferramentas da Udio e da concorrente Suno.

Agora, a Sony — ao lado de nove selos afiliados — afirma na nova ação, protocolada na segunda-feira (20), que inspecionou os dados de treinamento da Udio e identificou 30.117 gravações copiadas ilegalmente.

Na petição, as gravadoras alegam que a Udio “ocultou o conteúdo de seus dados de treinamento” e que “copiou as principais características expressivas de gravações protegidas por direitos autorais”. Entre os artistas supostamente afetados estão Michael Jackson, Harry Styles, Britney Spears e Beyoncé — e os selos afirmam que as 30 mil obras representam apenas uma “pequena parcela” do material infringido.

A nova ação vem depois de uma decisão de junho, na qual o mesmo tribunal negou o pedido da Sony para incluir as milhares de faixas no processo já em andamento desde 2024.

“Em sua essência, este caso trata de garantir que o direito autoral continue a incentivar a invenção e a imaginação humanas, como faz há séculos”, diz o texto da ação. “Alcançar esse objetivo não exige frear a inovação tecnológica, mas exige que a Udio respeite a lei de direitos autorais e os criadores cujas obras permitem que ela funcione.”

Fonte: Mixmag

IA Suno coletou “milhões de músicas” do YouTube e Deezer sem autorização

By Digital/Tecnologia

O gerador de música por inteligência artificial Suno coletou “milhões de músicas” do YouTube, Deezer e Genius para treinar seus modelos de IA, de acordo com dados obtidos por um hacker e reportados pelo portal 404 Media. O hacker, conhecido como Ellie.191, teria acessado dados de centenas de milhares de usuários da plataforma e o código-fonte da empresa dos anos de 2023 e 2024.

Segundo os dados vazados, o Suno utilizou mais de dois milhões de clipes musicais para treinar seus modelos, incluindo faixas do YouTube Music, podcasts e letras de plataformas como o Genius. A empresa também teria coletado músicas de bibliotecas de stock, como Pond5, Jamendo e Freesound. O Suno já admitiu publicamente que treina seus modelos com “todos os arquivos de música de qualidade razoável acessíveis na internet aberta”, defendendo a prática como “uso justo” (fair use).

A plataforma enfrenta atualmente múltiplas batalhas judiciais, embora tenha recentemente chegado a um acordo com a Warner Music Group (WMG), ao lado do Udio. Nesta semana, a WMG pediu a um tribunal americano que arquivasse um processo movido por um sindicato de músicos, alegando que o acordo foi feito “sem compensação ou crédito” para os artistas cujas músicas foram licenciadas.

Fonte: Mixmag

Suno lança programa Spark para apoiar artistas independentes com recursos e mentoria

By Digital/Tecnologia

A Suno, empresa de inteligência artificial musical, lançou o Spark, um novo programa de apoio a artistas independentes. O programa oferece financiamento, mentoria e suporte promocional para cantores, compositores e produtores.

As inscrições estão abertas para artistas não assinados maiores de 18 anos que lançam música com nome próprio. O objetivo é apoiar carreiras independentes através das ferramentas de IA da plataforma.

Suno é conhecida por sua tecnologia de geração musical com inteligência artificial e já ultrapassou 100 milhões de usuários que criaram músicas com a plataforma.

Fonte: We Rave You

Sindicato de músicos processa Universal e Warner por receitas de licenciamento de IA

By Digital/Tecnologia

A Federação Americana de Músicos (AFM, na sigla em inglês) entrou com uma processão judicial contra a Universal Music Group (UMG) e a Warner Music Group (WMG) no Tribunal Distrital dos Estados Unidos para o Distrito Sul de Nova York. A ação, protocolada em 5 de junho de 2026, acusa as gravadoras de terem falhado em compensar os músicos após firmarem acordos de licenciamento com as empresas de música gerada por inteligência artificial Suno e Udio.

Segundo a AFM, a Universal e a Warner receberam pagamentos e garantiram fluxos de receita contínuos por meio desses acordos, enquanto “se recusaram a compensar os músicos cujo trabalho é alimentado em máquinas de IA para fins de lucro”.

O processo argumenta que o treinamento de modelos de IA com gravações existentes constitui um “novo uso” previsto no Acordo Trabalhista de Gravação Sonora (SRLA, em inglês), documento contratual que obriga as gravadoras a notificar e remunerar os artistas representados pelo sindicato nessas situações.

O contexto da ação remonta ao final de 2025, quando as principais gravadoras processaram a Suno e a Udio por violação de direitos autorais, alegando que as empresas haviam treinado seus modelos de IA com gravações protegidas sem autorização. Os acordos resultantes dessas disputas passaram a permitir o uso continuado dos catálogos licenciados para treinamento e geração de música por IA — mas, segundo a AFM, sem qualquer repasse aos intérpretes envolvidos.

A união pede indenização por danos, uma declaração formal de violação do SRLA e uma ordem judicial exigindo que as gravadoras divulguem quais gravações foram licenciadas para as empresas de IA.

Em notas enviadas ao portal Billboard, Universal e Warner disseram estar “desapontadas” com o processo e classificaram a disputa como parte de negociações coletivas em andamento com o sindicato.

Fonte: Resident Advisor