Inteligência Artificial

Sindicato de músicos processa Universal e Warner por receitas de licenciamento de IA

By Digital/Tecnologia

A Federação Americana de Músicos (AFM, na sigla em inglês) entrou com uma processão judicial contra a Universal Music Group (UMG) e a Warner Music Group (WMG) no Tribunal Distrital dos Estados Unidos para o Distrito Sul de Nova York. A ação, protocolada em 5 de junho de 2026, acusa as gravadoras de terem falhado em compensar os músicos após firmarem acordos de licenciamento com as empresas de música gerada por inteligência artificial Suno e Udio.

Segundo a AFM, a Universal e a Warner receberam pagamentos e garantiram fluxos de receita contínuos por meio desses acordos, enquanto “se recusaram a compensar os músicos cujo trabalho é alimentado em máquinas de IA para fins de lucro”.

O processo argumenta que o treinamento de modelos de IA com gravações existentes constitui um “novo uso” previsto no Acordo Trabalhista de Gravação Sonora (SRLA, em inglês), documento contratual que obriga as gravadoras a notificar e remunerar os artistas representados pelo sindicato nessas situações.

O contexto da ação remonta ao final de 2025, quando as principais gravadoras processaram a Suno e a Udio por violação de direitos autorais, alegando que as empresas haviam treinado seus modelos de IA com gravações protegidas sem autorização. Os acordos resultantes dessas disputas passaram a permitir o uso continuado dos catálogos licenciados para treinamento e geração de música por IA — mas, segundo a AFM, sem qualquer repasse aos intérpretes envolvidos.

A união pede indenização por danos, uma declaração formal de violação do SRLA e uma ordem judicial exigindo que as gravadoras divulguem quais gravações foram licenciadas para as empresas de IA.

Em notas enviadas ao portal Billboard, Universal e Warner disseram estar “desapontadas” com o processo e classificaram a disputa como parte de negociações coletivas em andamento com o sindicato.

Fonte: Resident Advisor

Universal Music e Udio fecham acordo e planejam plataforma licenciada de música com IA

By Digital/Tecnologia

A Universal Music Group (UMG) fechou um acordo com a plataforma de música com inteligência artificial Udio, encerrando uma disputa judicial e abrindo caminho para uma nova plataforma de criação musical licenciada.

O acordo resolve um dos vários processos que a UMG, juntamente com a Sony Music Group e a Warner Music Group, moveu no ano passado contra a Udio e outra plataforma de IA, a Suno. As gravadoras alegavam que ambas as startups treinaram seus sistemas de IA generativa usando músicas protegidas por direitos autorais sem permissão.

Sob o acordo, a Udio lançará uma nova plataforma em 2026 que permitirá que assinantes remixem ou criem faixas personalizadas baseadas em músicas de artistas da UMG — desde que esses artistas concedam permissão. A plataforma será um “jardim murado”, onde nenhuma criação de IA poderá ser baixada ou postada fora do site.

A UMG e a Udio não forneceram detalhes financeiros do acordo. Sony e Warner ainda estão litigando contra a Udio.

Fonte: Music Business Worldwide

Spotify enfrenta críticas após lançar ferramenta de remix com IA paga

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O Spotify está sendo alvo de duras críticas da comunidade musical após anunciar o lançamento de uma ferramenta de remix com inteligência artificial exclusiva para assinantes Premium. A novidade permite que usuários recriem versões de músicas usando IA, o que gerou reações negativas de artistas e produtores preocupados com direitos autorais.

O co-diretor da plataforma afirmou que o objetivo é que o Spotify seja “o que é legal” quando se trata de recursos de IA — uma declaração que não acalmou os críticos. Muitos artistas e selos musicais vêm a ferramenta como uma ameaça à criatividade humana e ao valor do trabalho original dos músicos.

O debate sobre o uso de IA na música segue intenso, com diferentes perspectivas sobre os limites éticos e legais da tecnologia no setor criativo.

Fonte: Mixmag