Distribuição Musical

CVC Capital Partners vai adquirir participação majoritária na DistroKid em negociação avaliada em US$ 2 bilhões

By Indústria/Mercado

A CVC Capital Partners anunciou um acordo para adquirir uma participação majoritária na DistroKid, uma das maiores plataformas de distribuição de música independente do mundo. O investimento será feito através do fundo CVC Capital Partners IX, enquanto a investidora atual, Insight Partners, manterá uma participação minoritária significativa. Os termos financeiros não foram divulgados, mas relatos anteriores indicavam uma avaliação em torno de US$ 2 bilhões. A transação deve ser concluída no terceiro trimestre de 2026.

Fundada em 2013, a DistroKid se tornou um dos maiores distribuidores de música independente do mundo, afirmando distribuir entre 30% e 40% de todos os novos lançamentos mundiais e atendendo mais de 2 milhões de artistas pelo seu modelo de assinatura — que permite que os criadores fiquem com 100% dos royalties.

A aquisição não afetará a liderança da empresa. O presidente Phil Bauer continuará à frente da companhia, enquanto o fundador Philip Kaplan permanecerá como chairman após deixar o cargo de CEO em 2024.

A CVC já é investidora da Superstruct Entertainment, que opera mais de 80 festivais na Europa e Austrália, incluindo Wacken Open Air e Sónar. O Goldman Sachs e o The Raine Group atuaram como assessores financeiros na transação.

Fonte: We Rave You

Plataforma musical Nina Protocol anuncia encerramento das atividades

By Indústria/Mercado

A Nina Protocol, plataforma independente de distribuição e streaming baseada em tecnologia Web3, anunciou seu encerramento em fases ao longo das próximas semanas, citando incapacidade de encontrar uma estratégia de receita sustentável. A plataforma era usada por selos como Warp, Hyperdub e Peak Oil, e por artistas como Surgeon, dBridge e Purelink.

Fundada em 2021 como alternativa centrada no artista aos grandes streamings, a Nina Protocol se tornará somente de navegação em 15 de junho e ficará totalmente offline em 15 de julho. Em comunicado, a equipe afirmou: “Não vimos caminhos viáveis adiante.”

Apesar do fim, a equipe encerrou com uma nota de otimismo sobre o futuro das alternativas independentes, citando Bandcamp, SoundCloud e Tidal como exemplos de plataformas que continuam oferecendo opções ao artista fora do mainstream. O caso reacende o debate sobre a sustentabilidade de modelos alternativos de distribuição musical no ecossistema digital atual.

Fonte: DJ Mag